Sobre a vida e a alegria de vivê-la.

Acontece assim, eu nunca fui a figura principal desse blog. Sempre deixei que você que está lendo isso agora fosse a protagonista de tudo o que acontece aqui. Apesar disso, nunca me permiti estar ausente, nunca me distanciei e sempre fiz questão de me comunicar diretamente com você. Isso exige entrega, exige confiança, exige uma troca muito grande. Mais uma vez eu venho aqui, assim, sem nenhuma pauta definida conversar um pouco sobre a vida.
Estou passando por uma fase em que tudo está mudando. Terminei minha primeira pós graduação, encerrei minhas atividades no hospital. Estou voltando novamente para a casa dos meus pais, estou ensaiando e criando coragem para voltar a fazer atividade física e me tornei oficialmente tia.
Uma mudança sempre exige uma fase de adaptação, uma organização diferente… mas a chegada de um bebê muda a vida de todo mundo da família de uma vez só, de uma forma muito muito muito positiva (pelo menos no nosso caso). Minha irmã descobriu que estava grávida com 9 dias de gestação, e desde então está todo mundo sabendo e curtindo esse momento com ela. Foi uma gestação planejada e desejada. A vida nas últimas 39 semanas girou em torno disso. Há muito tempo não temos crianças na família, e as duas últimas que tivemos não foi com convívio direto, que vivia dentro da nossa casa. Receber uma criança nova, nossa, dentro de casa é dar oportunidade para uma vida nova e muito feliz. É proporcionar um ambiente que todos acreditam que seja o melhor pra aquela coisinha de menos de 50 centímetros crescer.
O sorriso mais bonito de todos passa a ser o sorriso banguela. O movimento mais bonito de se ver é o da mãozinha minúscula segurando com confiança uma mão, que perto da daquela, é enorme.
E sim, isso tem sido os melhores momentos da minha família nos últimos dois dias. O Pedro chegou na segunda-feira, cheio de saúde e distribuindo vida para todos que o esperaram. E a gente não cansa de se derreter por ele e de admitir que estamos todos bobos por sermos chamados de mamãe, papai, titia, vovó e vovô pela primeira vez.
Então, se é tempo de mudança de tantas coisas, é tempo de agradecer também. Agradecer por ter conseguido terminar mais uma etapa de estudos, agradecer por ter adquirido uma experiência profissional tão importante, agradecer por sempre ter para onde voltar, agradecer por ter pessoas com quem contar quando estamos desprevenidos. Mas, sobretudo, agradecer a Deus por ter dado uma gestação e um parto tão perfeitos pra minha irmã, e não ter permitido que ela passasse mal nem por um segundo desde o comecinho. Agradecer esse presente que é o Pedro e agradecer por nos dar vida para que possamos passar por quantas mudanças forem necessárias, porque pedras que rolam não criam musgos. E vida que segue feliz.

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Um beijo e até o próximo post!

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