A vida é uma questão de foco: autoestima e auto-confiança são palavras de ordem por aqui!

Já faz bastante tempo que não passo por aqui, e isso aconteceu por que a vida me deu mais tarefas e responsabilidades do que eu tinha previsto ter, e a tendência é que isso só aumente. Mas, eu senti saudade… muita saudade, porque esse blog é uma extensão da minha vida, e ter esse espaço vazio me representa a ausência de uma parte de mim mesma.
Outubro chegou, e eu quis começar o mês do meu aniversário cheia de alegria, entusiamo, e preenchendo com o que há de melhor todos os espaços da minha vida.
Tenho sim, nessa fase que estou vivendo, dedicado quase todo o meu tempo ao meu trabalho. Como muitos de vocês devem saber, sou Psicóloga e Neuropsicóloga, e trabalho no meu consultório, mas além disso presto consultoria e sou palestrante dentro da minha área de estudos.
Frequentemente enfrento situações em que fico totalmente exposta ao olhar e julgamento do outro, principalmente nas palestras.
Segunda-feira passada, por exemplo, dei uma palestra em um auditório com quase 200 pessoas assistindo… são 200 pessoas diferentes formulando conceitos a meu respeito, se gostam ou não da minha palestra, se estou bem vestida ou não, se inspiro confiança ou não, se gostam ou não da minha voz, se meus slides são interessantes ou não. Enfim, em uma hora de apresentação estou lá exposta a muitos julgamentos sobre mim.
No começo, nas minhas primeiras palestas (que eram pra um público bem menor), eu me preocupava excessivamente com o que vestir, como eu sairia nas fotos que tiram de mim durante a apresentação, tentava estar o mais perfeita possível. Conforme essas apresentações foram se tornando habituais eu deixei de me preocupar com essas coisas, e eu continuo sendo exatamente a mesma pessoa apresentando, gorda, com voz irritante, falando sobre um assunto que nem sempre é o mais legal do mundo.
Sabe o que isso muda? Nada!
Meu corpo não é o foco ali em nenhum momento, minha voz não é o foco ali nem por um segundo. Minha palestra tem sempre o público que assiste como foco, e isso muda totalmente a configuração da atenção.
Eu subo para palestrar cheia de autoconfiança, cheia de autoestima, depois de ter estudado muito o assunto e tendo domínio daquilo que vou falar. Eu sempre penso em quem são as pessoas que vão me assistir, e tento falar na linguagem dessas pessoas, e essa minha entrega faz com que nenhuma característica física minha seja mais relevante do que o conhecimento que estou dividindo ali.
O que quero dizer é que quando nos dispomos a mudar nossos próprios ângulos de vista, e nós próprios damos destaque àquilo que queremos que os outros vejam, a chance de que isso aconteça é muito maior.
É claro que sempre vai existir quem repare ou crie conceitos que não desejamos a nosso respeito, mas quem se importa?
No meu caso, prefiro sempre olhar que estou criando oportunidades incríveis de trabalho, que tenho conquistado um público, que inspiro confiança para quem me contrata. E, para esses, os que me contratam, meu corpo não têm feito a menor diferença.
Existe sim a questão da gordofobia, muito mais evidente para pessoas com corpos maiores que o meu, e ainda há muito o que mudar a este respeito, mas para tornar minha vida mais leve eu escolho trabalhar meus dias e meus desafios com uma questão de foco: figura e fundo.
Valorizo aquilo que eu quero que seja visto e notado, e deixo fluir naturalmente aquilo que não me importa ter destaque. Meu conhecimento tem muito mais valor social do que a minha forma física, por isso é nele que eu invisto e deixo de me preocupar com todo o restante.
Nunca isso será uma regra de como viver, mas pra mim dá muito certo. Autoestima e auto-confinça são palavras de ordem por aqui!

Estou de volta.
Um beijo e até o próximo post!