Toda beleza pode ser vista como beleza, e toda beleza é beleza.

Já faz bastante tempo que venho deixando de escrever sobre esse tema, mas sinto muita vontade de falar sobre isso. Algumas vezes deixei de escrever por estar sobrecarregada com o trabalho, outras vezes deixei por estar indisposta, e outras deixei por não saber ao certo quais palavras usar.
Conversei com uma pessoa esses dias sobre o meu blog, e falando sobre o que aprendi nesses 7 anos aqui, e no que venho desenvolvendo nesse tempo todo, aproveitei o tema de alguma campanha publicitária atual (que eu não lembro qual é) para dizer: TODA BELEZA PODE.
Toda beleza pode ser vista como beleza, e toda beleza é beleza.
Parece óbvio, mas às vezes é necessário falar o óbvio também.
Nós temos o hábito de colocar a imagem alheia em comparativo com os nossos referenciais, com aquilo que nós aprendemos como estereótipo de beleza. Mas, se a gente parar pra pensar sobre isso, não faz o menor sentido.
É como se esperássemos que a outra pessoa tivesse a obrigação de corresponder àquilo que eu considero como beleza, e caso ela não corresponda, ela entra para o baú da (nossa) rejeição social. Isso passa a ser grotesco de ser pensado quando me dou conta de que se eu espero que a pessoa seja bonita de tal forma, outro alguém espera que a pessoa seja bonita da forma dela, e outra espera também, e outra, e outra, e outra… e é humanamente IMPOSSÍVEL corresponder a tantas expectativas.
Por isso, quando se fala em beleza, a única coisa que temos certeza é que esse conceito é absolutamente relativo, e que beleza não é algo físico, é um ponto de vista.
Tendo consciência disso fica muito mais fácil aceitar, então, que a beleza de qualquer pessoa deve ser colocada em comparativo APENAS com os referenciais dela, não com os meus (ou os nossos). Da mesma forma, a minha beleza deve ser colocada em comparativo com os MEUS referenciais, e de mais ninguém.
Isso sim é o “ser bonita para você mesma”. É a capacidade de olhar para mim e entender que aquilo que o outro acha sobre mim diz respeito só a ele, e o que eu acho sobre o outro diz respeito só a mim.
Por fim, enquanto conversava acabei dizendo uma coisa na qual eu acredito muito: O fato de eu não achar uma pessoa bonita não tira o direito que essa pessoa se ache bonita, e o fato de alguém não me achar bonita não me tira o direito de olhar pra mim em um espelho ou uma foto e pensar que eu sou maravilhosa.
Eu tenho liberdade para ser o que eu quiser ser, e achar o que eu quiser sobre qualquer pessoa ou situação, mas isso não me dá o direito de querer que os outros vivam dentro das minhas expectativas.
A vida é muito mais fácil (pra mim) colocando isso em prática.

Um beijo e até o próximo post!